Entenda por que julho é o mês da conscientização e prevenção contra as hepatites virais
15 de julho de 2025 por laboratorioelab
O julho amarelo é dedicado à luta contra as hepatites virais, doenças silenciosas que podem causar sérios danos ao fígado se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo.
A campanha busca alertar a população sobre a importância da prevenção, testagem e tratamento precoce.
Neste artigo, iremos falar sobre cuidados especiais para prevenção contra hepatite virais e a importância da conscientização para reduzir os índices de infecção e ampliar o acesso à informação.
Importância do diagnóstico precoce
As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por diferentes vírus (A, B, C, D e E). Muitas vezes, não apresentam sintomas, mas podem causar complicações graves se não forem diagnosticadas a tempo.
A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para proteger a saúde. Abaixo, conheça as principais medidas para se proteger:
- Vacinação contra hepatite A e B
- Uso de preservativos
- Não compartilhar agulhas, alicates ou lâminas
- Higiene adequada e saneamento básico
- Testagem regular, principalmente para hepatite B e C
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Tratamentos disponíveis para hepatites
Os tratamentos para hepatites variam de acordo com o tipo do vírus. A hepatite A geralmente não exige medicação específica, sendo tratada com repouso, hidratação e alimentação adequada. Já a hepatite B pode ser controlada com antivirais, que evitam a progressão da doença, embora ainda não haja cura definitiva.
Segundo dados coletados pelo Ministério da saúde, para a hepatite C, há medicamentos altamente eficazes que oferecem cura em mais de 95% dos casos.
O acompanhamento médico é essencial em todos os casos, garantindo monitoramento contínuo, prevenção de complicações e melhor qualidade de vida ao paciente.
Impactos da hepatite na saúde pública
As hepatites virais representam um sério desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo. Por serem, muitas vezes, silenciosas, dificultam o diagnóstico precoce e favorecem a transmissão.
Quando não tratadas, podem evoluir para cirrose, insuficiência hepática e câncer no fígado, gerando altos custos ao sistema de saúde.
Além disso, afetam a qualidade de vida dos pacientes e aumentam a demanda por transplantes hepáticos. A prevenção, o diagnóstico e o tratamento são estratégias essenciais para reduzir os impactos sociais, econômicos e sanitários dessas infecções no país.
Diferenças entre hepatite A, B e C
As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por diferentes vírus, sendo as mais comuns os tipos A, B e C. Embora compartilhem o mesmo órgão-alvo, essas infecções diferem bastante em formas de transmissão, gravidade, possibilidade de cronificação e opções de prevenção e tratamento. Entenda a diferença abaixo:
Hepatite A
- Causa: vírus da hepatite A (HAV);
- Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados (vias fecal-oral);
- Gravidade: geralmente leve e autolimitada;
- Crônica?: não;
- Vacina: sim;
- Tratamento: suporte, repouso e hidratação.
Hepatite B
- Causa: vírus da hepatite B (HBV);
- Transmissão: contato com sangue, relações sexuais ou da mãe para o bebê;
- Gravidade: pode variar de aguda leve a crônica grave;
- Crônica?: em alguns casos;
- Vacina: sim;
- Tratamento: antivirais nos casos crônicos.
Hepatite C
- Causa: vírus da hepatite C (HCV);
- Transmissão: principalmente por sangue contaminado;
- Gravidade: alta chance de cronificação;
- Crônica?: frequentemente;
- Vacina: não;
- Tratamento: antivirais modernos com alta taxa de cura.
Como prevenir a transmissão vertical (mãe para filho)
A prevenção da transmissão vertical da hepatite B (da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação) é essencial para proteger a saúde do recém-nascido. Veja as principais medidas:
- Testar todas as gestantes para hepatite B (HBsAg) durante o pré-natal
- Vacinar o recém-nascido nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 6 horas
- Aplicar imunoglobulina contra hepatite B (HBIG) no bebê, também nas primeiras 12 horas de vida, se a mãe for HBsAg positiva
- Completar o esquema vacinal do bebê com mais 2 ou 3 doses, conforme o calendário do SUS
- Acompanhar a carga viral da mãe e, se necessário, iniciar tratamento antiviral no 3º trimestre da gestação, conforme orientação médica
- O aleitamento materno é permitido, desde que o bebê tenha recebido a vacina e a imunoglobulina corretamente
Cuidados com a alimentação e o fígado
Manter uma alimentação saudável é fundamental para proteger o fígado, especialmente em pessoas com hepatites ou outras doenças hepáticas. É importante evitar alimentos ultraprocessados, gordurosos, ricos em açúcar e sal, pois sobrecarregam o fígado.
Priorize frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras. A ingestão de água deve ser adequada, e o consumo de álcool deve ser evitado, pois acelera os danos ao fígado.
Além disso, é essencial manter um peso saudável e praticar atividades físicas. Esses cuidados ajudam a preservar a função hepática e melhorar a qualidade de vida.
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