Outubro Rosa: prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama
9 de outubro de 2026 por Editorial
Se existe um país no mundo onde a saúde física e mental é uma pauta muito debatida, estudada e pesquisada, esse país é o Brasil. Mas você já se perguntou o porque, mesmo com tantas pesquisas, nós ainda temos “medo” da medicina?
A resposta para essa pergunta é bem simples: somos apegados à vida! Descobrir uma doença é também se sentir vulnerável como pessoa.
Mas existe um problema nesse medo, pois, o diagnóstico precoce e o autocuidado são duas coisas que podem salvar a sua vida e a dos que estão à sua volta.
Para entender seus limites, como seu corpo funciona e como ele apresenta os sinais que você deve ler para buscar as prevenções necessárias, continue a leitura.
Outubro Rosa: por que falar sobre prevenção o ano inteiro
Mesmo com a correria do dia a dia, a saúde da mulher sempre tem que estar em primeiro lugar. O tipo de câncer mais comum entre as mulheres é o câncer de mama.
Portanto, conhecer o próprio corpo é o primeiro passo. Realizar a mamografia é o principal.
Algumas prevenções podem salvar a vida de milhares de mulheres e proteger sua saúde a longo prazo, essas prevenções são: praticar regularmente atividade física, alimentação saudável e equilibrada, consumir bebidas alcoólicas de forma moderada, evitar o tabagismo e o uso consciente da composição hormonal.
No momento certo e da forma correta, manter a saúde pode ser mais fácil do que parece.
Fatores de risco e hábitos que contribuem para a saúde das mamas
Os fatores de risco presentes na saúde das mamas podem ser divididos em dois grupos, os modificáveis (aqueles que podem ser alterados pelo estilo de vida) e os não modificáveis (aqueles que independem do estilo de vida, os biológicos).
Dos não modificáveis nós podemos destacar dois fatores cruciais de risco:
O primeiro deles é a idade avançada, onde o risco aumenta progressivamente com a idade, sendo mais frequente após os 50 anos devido ao acúmulo de exposições e mudanças no sistema celular ao longo da vida.
O segundo e mais perigoso é o histórico familiar e/ou genética, pois algumas pessoas já nascem com alterações no “manual do corpo” (em genes como BRCA1 e BRCA2) e ter parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) diagnosticados com câncer de mama ou ovário são fatores de risco.
Já aos modificáveis está ligada aos hábitos do cotidiano feminino como sobrepeso e obesidade, exposição a exames e procedimentos com alto teor radioativo e também costumes alimentícios desregulados.
Logo, hábitos que podem contribuir para a prevenção dos riscos não somente contra o câncer de mama, mas também com outras complicações de saúde são: alimentação rica em nutrientes e anti-inflamatória (Consumo diário de vegetais, frutas vermelhas, legumes e grãos integrais) e também a amamentação fazendo com que o aleitamento materno (especialmente quando mantido por mais de 6 meses) proteja o tecido mamário.
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Sinais e mudanças nas mamas que merecem atenção
Reconhecer o que é normal no próprio corpo ajuda a identificar alterações logo no início. Nem toda mudança na mama é sinal de câncer, a maioria das alterações podem ser de origem benigna, como cistos ou fibroadenomas, mas qualquer sinal diferente deve ser avaliado por um médico especialista (mastologista ou ginecologista).
Os mais importantes sinais que merecem atenção são os nódulos e caroços, onde um nódulo fixo e indolor é o mais comum dos sintomas. Ele costuma ser endurecido, não se mover facilmente e não apresentar dor ao toque. Assim como caroços próximos às axilas e pescoço.
As alterações na pele da mama também é um sinal importante e que merece atenção, onde o efeito “casca de laranja” (sentir a pele mais enrugada) é muito presente, as mudanças de coloração na região e também algumas áreas nas mamas com afundamentos ou puxadas para dentro.
Secreção mamilar, modificações no mamilo e o formato alterado das mamas também são sinais de atenção para a mulher, e todos estes também visíveis ao olho nu e que independem do autoexame de toque.
Estes sinais são cruciais para um diagnóstico precoce e que pode ser feito em casa.
Quais exames fazem parte do acompanhamento das mamas
Da mesma forma que o autoexame que pode ser feito em casa tem uma importância no pré-diagnóstico, os exames laboratoriais são de grande relevância para o acompanhamento da mama.
Descobrir uma alteração na mamografia ou no ultrassom não é motivo para pânico. Na maioria das vezes, o médico precisa apenas de uma análise mais detalhada do tecido para confirmar se a lesão é benigna ou se exige tratamento. Essa verificação é feita por meio dos exames de confirmação (biópsias) e pelo acompanhamento médico regular.
Existem formas simples e pouco invasivas de realizar essa coleta. A punção por agulha fina é usada para aspirar líquidos ou células de cistos e pequenos nódulos. Já a biópsia por agulha grossa retira pequenos pedaços de tecido com o uso de anestesia local. Há também a mamotomia, um método guiado por imagem e auxiliado a vácuo, ideal para examinar pontinhos muito pequenos, conhecidos como microcalcificações.
Além dos exames de imagem e das biópsias, a avaliação presencial no consultório é indispensável. Durante a consulta de rotina, o ginecologista ou mastologista realiza o exame clínico das mamas por meio da inspeção visual e da palpação cuidadosa.
Para mulheres com histórico familiar marcante de câncer de mama ou de ovário, o médico também pode recomendar testes e aconselhamento genético. Essa avaliação ajuda a identificar riscos hereditários e a traçar uma estratégia de prevenção totalmente individualizada.
Como o Laboratório ELAB apoia o cuidado integral da mulher
A saúde da mulher é para a sociedade em geral, um ponto de atenção crucial e que merece um acompanhamento especializado.
Não basta ter tecnologias e apoio financeiro, é necessário ter um olhar cuidadoso, que zele pela saúde integral da mulher. Ouvir, respeitar e principalmente acolher é como o Laboratório ELAB transforma um momento de preocupação em um espaço de reflexão e apoio para a mulher.
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